Inocência, filme de Walter Lima Júnior. Na Literatura, livro escrito por Visconde de Taunay.
O livro Inocência (1872) de Visconde de Taunay é um romance construído a partir de impressões e lembranças da realidade natural e sócio-cultural do sertão mato-grossense. Além disso, analisa os valores comportamentais do sertanejo, fazendo com que esta obra, mesmo se tratando de uma história sentimental, apresente um “toque” naturalista, um realismo descritivo e um tom documental, fruto da experiência de Taunay como redator oficial do Diário do Exército.
O romance conta a história de amor impossível envolvendo Inocência, filha de Pereira, um mineiro rude, pequeno proprietário da região e Cirino, um aprendiz de farmacêutico que se autodenomina médico. O relacionamento dos dois é inviável porque Inocência é prometida a Manecão Doca, um rústico vaqueiro das redondezas e também porque o pai vive a vigiar a filha, para garantir-lhe a integridade até o casamento.
São poucos os personagens que aparecem nesta história. De um lado, a casa de Pereira, onde encontramos: ele, a filha, o anão (espécie de guardião de Inocência), o noivo “ausente”, um filho – apenas mencionado na história e mais dois personagens: Chiquinho, irmão de Pereira que se corresponde por carta com a família e Antônio Cesário, padrinho de Inocência.
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